Visando divulgar sua nova coleção de imagens no site diomedia.com.br, a National Geographic criou a campanha "Selfies da Natureza", a campanha visa reforçar que a Nat Geo possui as melhores imagens da natureza.
O ethos está presente na frase "As melhores imagens da natureza estão aqui", usa-se da autoridade e da credibilidade da marca Nat Geo para persuadir o leitor.
O pathos se faz presente no uso da moda do selfie através da identificação, popularizado por Ellen DeGeneres durante a apresentação do Oscar 2014. Na foto também podemos notar quadros de família e móveis velhos, o que nos faz deduzir que o animal está em sua casa e tirou uma típica foto ruim. A campanha foi baseada em fotos reais tirados por usuários do Instagram.
O logos aparece no slogan "Tem muita imagem ruim de animal por ai", onde defende que outras fontes não tem a mesma qualidade que a National Geographic.
No texto a
Inteligência Coletiva de Pierre Lévy somos levados a questionar os rumos que o
ciberespaço deveria tomar. Em seu texto o autor prioritariamente diz sobre a
Inteligência Coletiva e como ela, aliada aos avanços do ciberespaço, da
midiatização e da tecnologia tem o poder de transformar a sociedade.
O nomadismo
não está mais focado no homem, mas no espaço e em como ele evolui a nossa
volta, o que nos falta é conseguir adaptar a todas essas mudanças. Pierre Lévy
diz que ao integrar os conhecimentos, não os transformando em um só, mas construindo
algo maior com a junção de cada um, estaríamos caminhando para uma organização
do espaço e ciberespaço de maneira mais democrática e até mais aproveitável.
Há muito tempo
não se valoriza a individualidade e a potencialidade das pessoas. O
conhecimento de massa, unilateral que nos é direcionado, muitas vezes oculta
essas habilidades que os seres humanos guardam dentro de si. No trabalho, por
exemplo, somos conhecidos pelo o que praticamos e não originalmente por aquilo
que melhor, ou ao menos com maior aptidão, podemos fazer. Na indústria a
valorização do modelo “formigueiro”, em que cada um faz a sua parte, também
ajuda a desconstruir a ideia de criação de um bem intelectual partilhado.
Distribuir o conhecimento e valorizar o saber que cada um trás consigo é um
grande desafio, porém Lévy cita também a internet, esse grande advento
tecnológico, que pode ser sim uma saída para encontrarmos um novo ponto de partida.
Agora nos
falta saber aproveitar isso. A valorização da mídia-educação e os investimentos
na educação a distancia, por exemplo, conectando os saberes, devme ser cada vez
mais valorizados. As redes sociais, ao contrário do que se propõem, estão separando as
pessoas e o que de bom elas tem para contribuir. Pensar em uma forma de melhorar
essa complementariedade será com certeza um novo olhar que devemos nos voltar. Temos
que unir os conhecimentos individuais em prol de uma sociedade que crescerá
junta, assim se desenvolvendo mais rápido e aproveitando o que de melhor cada
um pode dar.
Os argumentos de Jenkins e uma diagnose da "Cultura da convergência"
A TV que precisa da gente
Em uma sociedade onde as relações sociais são
permeadas pela tecnologia,a televisão
acabou percebendo que precisava se aproximar mais de seu público.Com a
popularização dos smarthphones,qualquer cidadão é capaz registrar um acontecimento perante seus olhos
e mostrar aos olhos do mundo aquilo que outras pessoas não conseguiram
ver.Qualquer um é potencialmente um produtor ,contador e difusor de ideias e
histórias.E é nesse ponto,que o autor Henry Jenkins se opõe.
Para ele,em seu livro “A cultura da convergência”, a
questão da “democratização da televisão” trata-se de uma retórica regada a
interesses econômicos e sem o cerne de querer ser uma delegação de poder ao
público.
Mas é importante notar
que esta via de mão dupla comunicacional possui tráfego intenso
atualmente,já que não há mais só quem produz e só quem recebe informações.A
tecnologia impulsionou essa corrente e ambos dependem mutuamente para que o
processo comunicacional ocorra de maneira proveitosa e eficaz.
Programas de TV cuja participação do público é fator
crucial nos rumos de sua produção ,como o emblemático “Você Decide” que foi um
dos pioneiros nessa questão.Como a internet no Brasil na década de 1990 ainda
não era tão difundida,os espectadores decidiam o desfecho que a narrativa e os personagens teriam em seu último bloco via telefone.
Atualmente as emissoras de televisão precisam que o
público interaja,mande vídeos,opine e questione sua programação.Sem a
participação do público,a televisão teria um feedback mais lento e ocasionaria
na rejeição deste público,que está cada vez mais à vontade para questionar,já
que com a capacidade de também ser um produtor de conteúdo,sua literacia
midiática,de certa forma,foi ampliada.
O fluxo de
informações por diversas plataformas de mídia
e essa convergência geram impacto nas relações entre as pessoas.É
possível fazer um paralelo com a ideia de cultura participativa,onde há a
possibilidade das pessoas estarem em contato em tempo real.As manifestações de
junho de 2013,servem como exemplo de como
as redes sociais foram importantíssimas,para marcar um encontro entre as
pessoas no mundo real em prol de um ideal.
A tecnologia nos ajudou a formar a sociedade do
espetáculo.Nós,como “detentores do poder” de uma informação,conseguimos ter
quinze segundos de fama na televisão registrando algo acontecido, isso acaba
criando interesses comuns,pois a foto ou o vídeo que gravamos podem virar meios
de instaurar um debate na sociedade.Por exemplo,se flagrarmos uma cena de maus
tratos a animais,postaremos na rede,isso gerará repercussão e providências
serão tomadas,podendo haver mais rigor
na punição de quem agrediu um animal.
Este exemplo serve somente para ilustrar como temos uma
verdadeira arma nas mãos.E esse poderio só vale a pena se usarmos ao nosso
favor.Está aí a grande defesa e o grande argumento de Jenkins sobre a cultura
da convergência.
No texto a inteligência coletiva, Lévy propõe, que através da internet todos tem a capacidade de compartilhar conhecimentos, voltamos a ser nômades, "mexer-se não é mais deslocar-se de um ponto a outro da superfície terrestre, mas atravessar universos de problemas, mundos vividos, paisagens dos sentidos." O novo nomadismo se destaca pela rápida transformação dos meios científicos, técnicos, tecnológicos e econômicos, mesmo que o indivíduo não se "mova" o mundo ainda muda a sua volta. Não há mais a simples passagem de conhecimento e técnicas entre gerações, nos dias atuais o homem tem seu meio rapidamente modificado.
Atualmente as organizações necessitam de uma renovação das especialidades científicas, técnicas, sociais e estéticas. Para que haja um fluxo de dinheiro (cash flow) é necessário que ocorra o fluxo de conhecimento (skill flow). Se essa renovação de conhecimento não ocorre, a organização corre o risco de "esclerose", e logo de morte.
O saber é ferramenta fundamental para a prosperidade de uma nação; para Lévy o principal motivo do declínio dos regimes comunistas foi a economia burocrática, que apesar de conseguir se manter até os anos 60, não foi capaz de adaptar as evoluções contemporâneas das técnicas e da organização do trabalho. O totalitarismo fracassa perante a cooperação das competências, é incapaz de inteligência coletiva.
Segundo Levy, competência, conhecimento e saber são os três modos complementares do negócio cognitivo. Toda relação humana implica em um aprendizado, essas experiências de vida compartilhadas são capazes de criar uma sociabilidade do saber.
A Wikipédia é um dos principais sites que exemplificam o conceito de inteligência coletiva atualmente, criada por Jimmy Wales e Larry Sanger em 2001, a enciclopédia online foi escrita de maneira colaborativa, hoje possui mais de 30 milhões de artigos, criados e editados pelos próprios usuários.
Cibercultura
Para Lévy, a tecnologia não é um ator autônomo separado da sociedade e da cultura, pelo contrário a técnica é ângulo de análise dos sistemas sócio-tecnicos globais, um ponto de vista que enfatiza a parte material e artificial dos fenômenos humanos, e não uma entidade real.
A tecnologia é muito mais complexa que uma relação de determinação, ela é condicionante e não determinante, uma técnica é produzida por uma cultura, e uma sociedade encontra-se condicionada por suas técnicas. Dizer que a técnica condiciona significa dizer que abre algumas possibilidades, que algumas opções culturais ou sociais não poderiam ser pensadas a sério sem sua presença.
Os smartphones e a internet móvel trouxeram novas formas de interação e conectividade. Tarefas como: pagar contas, fazer compras, trocar mensagens e buscar informações, atualmente podem ser feitas em poucos segundos e em qualquer lugar, apesar de não serem essenciais, os indivíduos acabam se adaptando a essa tecnologia.
O ciberespaço é um importante fator para o desenvolvimento da inteligência coletiva, mas é importante ressaltar que o crescimento do ciberespaço não desenvolve automaticamente a inteligência coletiva, na verdade algumas dessas redes podem ter efeito contrário, provocando o individualismo, isolamento, dependência, dominação e até mesmo a bobagem coletiva (rumores , dados sem qualquer informação, "televisão interativa").
As novas mídias digitais proporcionam um
cenário onde qualquer pessoa, com pouca instrução no mundo da informática,
consegue produzir e disseminar vídeos, imagens e outros conteúdos. Essa
possibilidade faz com que cada vez mais o consumidor participe de uma produção
midiática que, até algum tempo atrás, só chegava até ele de cima para baixo.
Hoje, o consumidor não só consome como também produz.
No livro "Cultura da
Convergência", Jenkins aborda a questão da “democratização da televisão” que,
segundo ele, é apenas uma retórica, resultado da convergência midiática e
“conduzida por interesses econômicos e não por uma missão de delegar poderes ao
público”. Um dos motivos desse recurso estar sendo usado pela televisão é o
fato da convergência estar sendo estimulada pelos consumidores que, por sua
vez, exigem que as empresas sejam mais sensíveis a seus gostos e interesses.
Porém, o autor salienta que quaisquer que sejam as motivações, a convergência
está mudando o modo como os setores da mídia operam e o modo como as pessoas
pensam sobre suas relações com o meio de comunicação. A questão, segundo ele, é
se o público está pronto para expandir a participação ou propenso a
conformar-se com as antigas relações com a mídia.
Reality shows como
American Idol, nos quais a decisão do público influencia diretamente no
andamento do programa, são exemplos da inclusão das “pessoas comuns” na
produção de mídia. O quadro “VC no MGTV” conta com a participação de
telespectadores que desejam mostrar um flagrante, um problema comunitário,
fazer alguma denúncia ou reclamação. No primeiro exemplo, a participação está
voltada para o entretenimento. No segundo, é possível observar uma apropriação
de maior cunho comunitário e social do espaço televisivo. O modo como se dá
essa apropriação é questionada por Jenkins, que na conclusão do livro diz: “Os
consumidores terão mais poder na cultura da convergência – mas somente se
reconhecerem e utilizarem esse poder tanto como consumidores quanto como
cidadãos, como plenos participantes de nossa cultura”.
No American Idol, o público pode escolher pelo seu candidato preferido.
A convergência estimula a participação e a
inteligência coletiva. Quando as pessoas têm acesso a diferentes máquinas,
consumindo e produzindo juntas, quando trocam informações e impressões, acabam
promovendo interesses comuns. As pessoas ainda estão aprendendo a utilizar esse
poder e ainda estamos lutando para definir em que condições nossa participação
será permitida (a relação entre fãs de Harry Potter e a Warner Bros. serve de
exemplo). No momento, essas habilidades de participação estão sendo aplicadas
ao entretenimento comercial por alguns grupos, porque os riscos são baixos e
lidar com a cultura popular é mais interessante do que com assuntos mais
sérios. Mas é possível verificar que esse poder pode ser aplicado ao ativismo
político, por exemplo.
A relação entre fãs de Harry Potter e a Warner Bros., estúdio que detém os direitos de Harry Potter para o cinema passou por turbulências na década passada. Esses fãs, crianças e adolescentes que tinham sites relacionados à história, foram notificados e algumas páginas foram fechadas. Em todo o o mundo, fãs de Harry Potter se uniram em processos contra a Warner e até uma organização, a Defesa Contra a Arte das Trevas foi criada com a intenção de unir os fãs em uma luta contra o estúdio. No final, a Warner teve que recuar e passou a ter uma política mais cooperativa com os fãs. Em uma ocasião, chegaram a patrocinar um evento organizado por fãs da saga na internet.
Quando olhamos a
imagem, percebemos que ela fala sobre drogas. Nesse caso, a droga escolhida foi
a Cocaína, porque esse tipo de droga é coloca em forma de carreira, e cheirada.
Com esse anúncio, fizeram uma associação com a carreira de trabalho. É ai então
que vemos o Pathos(emocional), que é quando lemos a frase “Não foi essa
carreira que seus pais escolheram para você”, relacionando a carreira feita
para cheirar a droga com a carreira de trabalho. Porque nenhum pai ficaria
feliz em ver seu filho como usuário dela.
Ao associarmos as frases
“Não foi essa carreira que seus pais escolheram para você” e “Qualquer tipo de
droga é uma carreira sem sucesso” com a imagem da menina usando a droga, é ai
que encontramos o Logos(argumento), onde tem um forte apelo emocional.
No final da imagem
temos a Logo, e é nela que percebemos que a propaganda se trata de uma casa de
recuperação de dependentes químicos. É uma instituição que tem o compromisso de
curar as pessoas do vício. Esse seria o Ethos(ética da empresa).
O KitKat, chocolate da marca Nestlémais vendido em todo o mundo é também conhecido por suas campanhas publicitárias. A agência JWT de Londres, criou para o chocolate a campanha "Break".
Baseada no slogan ''Have a break, have a Kit Kat''.(Faça uma pausa, coma um Kit Kat) a campanha veiculada na revista Rolling Stone é composta de três imagens que ilustram a proposta do produto. O argumento de fundo é como uma pausa na rotina tem o poder de mudar o seu dia, te convidando a comer um Kit Kat. As imagens seguem a mesma linha estética. Ambas são compostas de alguma situação desagradável,no centro há alguém alheio a tudo isso, desfrutando tranquilamente de uma barra de Kit Kat. O pathos está presente nas imagens uma vez que estas representam idealizações de momentos perfeitos em contraponto a acontecimentos ruins, apelando para o emocional.